sábado, 2 de junho de 2007

Aula 23 - Karl Rove “Bush’s Brain”

Karl Rove

Aqui estão algumas das frases de Karl Rove o spin doctor de George W. Bush na Casa Branca. É uma personalidade muito discreta, na sombra, em segundo plano, eficaz, influente, silencioso.


É bastante complicado encontrar declarações públicas de alguém que, apesar de estar num cargo poderosíssimo, raramente “dá a cara”, ou protagoniza discursos em nome da Casa Branca.

Apesar das dificuldades seguem abaixo dois excertos de declarações de Karl Rove enquanto assessor de George W. Bush:





Aula 22 - «Manobras na Casa Branca» e Spinning Boris - as semelhanças

Tanto o filme “Manobras na Casa Branca”(MCB) como “Spinning Boris”(SB) relatam spinning doctors no seu melhor. Apesar de as circunstâncias serem diferentes, porque o primeiro é nos E.U.A e o segundo na Rússia, o objectivo final é exactamente o mesmo – eleger um presidente. Desta forma é possivel encontrar bastantes semelhanças com Conrad Brean, o spin doctor de MCB, e os três consultores de Yeltsin.




Em primeiro lugar são o mais discretos possível porque não dão entrevistas, não são conhecidos nos media, agem nos bastidores, inclusivamente (mais no caso de C. Brean) não andam com roupas muito vistosas. De seguida podem-se vislumbrar mais similitudes, uma vez que ambos usam um técnica para, antecipadamente perceber a reacção do eleitorado a uma determinada acção do candidato – o chamado “focus-group”- e assim adequar a estratégia ás necessidades dos votantes.

Encontram-se ainda casos semelhantes nos filmes quando, numa tentativa de agradar ao eleitorado, os candidatos têm gestos de carinho para com alegados civis que os observam a passar. Em SB, Yeltsin surgem em várias situções com crianças ao colo e chega a beijá-las na testa, e em MCB, o presidente a certa altura, num aeroporto, vê uma familia albanesa e ofereçe o seu casaco á idosa que lá estava juntamente com a neta.

Uma das estratégias traçada em ambos é o uso de soundbites, expressões ou palavras que sejam marcantes e chamem á atenção, que fiquem fiquem no ouvido. Em MCB o termo “Old Shoe” é criado para reforçar a ideia da salvação do soldado que ficou para trás na alegada guerra. “Old Shoe” é propositadamente descoberto por causa de uma música supostamente dos anos 30 que descreve exactamente aquilo que o povo americano estava a sentir. Em SB é usada a expressão “Para bem dos vossos filhos, votem Yeltsin” para reforçar a ideia que o comunismo foi tão mau que nunca conseguirá ajudar os russos a melhorar as suas vidas. Em Boris usa-se ainda o slogan “Mantenham a Rússia em Segurança” mostrando os ataques comunistas ao povo em 1917.

As semelhanças aparecem facilmente em ambos os filmes porque o objectivo é o mesmo, eleger um presidente, e também nos dois vale tudo por cada voto alcançado. As técnicas que se repetem em cada um são talvez aquelas que mais resultados dão e daí o seu nas eleições de Yeltsin e do presidente dos Estados Unidos.

Os spin doctors são misteriosos, poucos reparam neles, e talvez isso lhes permita trabalhar á vontade e explorar a sua creatividade, seja ela qual for.

Aula 21 - os spinning doctors (ou o spinning da informação)

O spin doctor, um mestre da manipulação, actua silenciosamente nos bastidores de uma campanha política. Anda na sombra. Pode ser chamado de assessor político ou ainda de assessor de imprensa mas, na verdade, não chega a ser nenhum dos dois a 100%, pode ser uma capa para as verdadeiras funções. Poder-se-á dizer que é uma mistura que se alia a outras características como sendo a manipulação de factos, ou ainda, o chamado non denial, denial .

In public relations, spin is a sometimes pejorative term signifying a heavily biased portrayal in one's own favor of an event or situation. While traditional public relations may also rely on creative presentation of the facts, "spin" often, though not always, implies disingenuous, deceptive and/or highly manipulative tactics. Politicians are often accused of spin by commentators and political opponents, when they produce a counter argument or position.


O discurso do “no spin” é apenas “another bit of spin from the kings of spin”

Nick Assinger

As práticas de manipulação são milenares. Estão intrinsecamente ligadas à vontade de domínio. Há manipulação sempre que alguém procura controlar o conhecimento de outro tendo em vista condicionar ou alterar o seu comportamento. As formas de manipulação ligadas ao poder político são as mais conhecidas, mas não são as únicas existentes.

A manipulação do spin doctor tem como objectivo principal, alcançar votos para o seu cliente. Há que encontrar formas de manipular as opiniões e muitas vezes isso é feito na vertente da manipulaçãoque enquadra a mentira ou a fabricação de factos que não aconteceram realmente. O spin vaguea pelas mais variadas formas de manipulação, porque o que realmente interessa são eleições ganhas.

Naturalmente que esta actividade não é declarada, porque, envolve muitas vezes "vigarices", que são acima de tudo condenáveis e isso nunca seria positivo para um candidato sujeito á opinião pública.

"Um spin doctor não deixa impressões digitais directas e não contacta com a comunicação social. “Homem do pormenor e especialista em golpes baixos, é um pioneiro das novas tecnologias.”
in revista Visão de 13 de Novembro de 2003

Aula 20 - Algumas reflexões sobre a manipulação (caso Manuel Maria Carrilho Vs Cunha Vaz e Associados)

Manuel Maria Carrilho acusou...alguns órgãos de Comunicação Social (CS) de exercerem um “poder opaco” e “impune”....o ex-candidato socialista à Câmara de Lisboa apontou o dedo à Imprensa, acusando-a de ter “substituído a verdade pela mentira intencional”.


Manuel Maria Carrilho relata inúmeros episódios em que certos jornalistas terão desvirtuado as suas palavras e actos, ou interpretado erradamente as acções de campanha em que participou. Alguns destes casos relevam da desonestidade intelectual (entre outros, o título em que lhe é imputada a afirmação de que "os jornalistas são débeis mentais" ou o comentário irónico da repórter da SIC sobre o filho do candidato no dia das eleições). Certas críticas dirigem-se a manifestações de opinião de colunistas. Outras ainda respeitam à incapacidade de políticos e jornalistas se entenderem acerca da indecisa fronteira entre o público e o privado.

Como é do conhecimento público, hoje em dia, são várias as agências de comunicação que se prontificam a dirigir as campanhas políticas e que garantem vitórias. Estas agências actuam num campo onde não há uma legislação clara sobre o assunto, de tal forma que, Jaime Gama, presidente da Assembleia da Républica, já demonstrou a sua preocupação:

"...a existir qualquer tipo de decisão, ela carece de uma regulamentação". Isto é, deve ficar bem definido na lei como e de que forma as agências de comunicação podem trabalhar junto do Parlamento e do poder político em geral... Jaime Gama entende que não se pode admitir o acesso devidamente credenciado às agências de comunicação num órgão de soberania sem estar regulamentada a actividade de lobbying em Portugal. Porque é isso que poderá estar em causa, se as ditas agências passarem a poder andar livremente pelos corredores da AR, assistir a comissões parlamentares, abordarem deputados acompanhados de grupos de pressão ou associações e prestarem serviços de assessoria de imprensa para os seus clientes junto da comunicação social acreditada em São Bento.Estes grupos de pressão e interesse, tal como existem noutros países, podem ser, por exemplo, agricultores que defendem uma determinada medida para o sector, empresários das mais variadas áreas. O que se queira imaginar, e que de alguma forma dependa do poder legislativo.”

Cabe aos jornalistas perceber aquilo que as suas fontes, na maioria das vezes agências de comunicação ou gabinetes de imprensa («CERCA de 70% das notícias publicadas nos jornais portugueses têm como origem as agências de informação ou os gabinetes de Imprensa»), os estão a manipular e ter por segurança um espirito crítico aguçado ao lerem o que lhes é fornecido.

“...se é obrigação de uma fonte ou de uma agência de comunicação apresentar o melhor possível os seus pontos de vista aos jornalistas, estes têm a obrigação de as avaliar criticamente, pesar a importância da informação, preservarem a sua independência e evitarem a promiscuidade e a falta de transparência...”

Com um enquadramento diferente das agências de comunicação na lei, as acusações de Manuel Maria Carilho poderiam ter sido evitadas, mas há que ter em conta que não será de forma simples que se regulamentará esta realidade.
Luis Paixão Martins

Aula 19 - Boris

Este filme, baseado em factos reais, relata a experiência profissional de três peritos em marqueting politico que são contratados pelo governo de Yeltsin na Rússia para o ajudarem a ganhar novamente as eleições. O facto de serem três americanos a ajudar o presidente russo torna o caso insólito pelo que este na altura foi envolvido em grande secretismo.
Durante a campanha, as sondagens revelam-se completamente contra Yeltsin mas os três consultores adoptam várias técnicas para inverter os resultados e uma delas foi a campanha negativa.


Foram feita várias acções no sentido de potenciar as fragilidades dos adversários desde pelotões das verdade até á colocação de spots publicitários na televisão com imagens dos comunistas a atacar o povo russo.
Com os “pelotões da verdade”, os consultores pretendiam enviar grupos de pessoas para as concentrações e aparições públicas dos opositores para os vaiar.
Outra forma de campanha negativa que se pode constatar foi a que apoiava uma Rússia segura, “Mantenha a Rússia Segura”, a qual resultava de sondagens a indicar o descontentamento popular pela falta de segurança no país. Para ajudar Yeltsin foi posto a circular na televisão um spot que mostrava os ataques dos bolcheviques ao povo russo com a frase “Mantenha a Rússia Segura”.

Uma última estratégia de campanha negativa foi o roubo de sondagens e a alteração das mesmas para publicação posterior. Foram publicadas sondagens que davam 20 pontos de atraso de Yeltsin quando na verdade este estava á frente. Esta estratégia teve como objectivo despertar as pessoas para o facto de que elas poderiam estar a dar a vitória aqueles que já os maltrataram antes.

Aula 18 - A potencialidade da internet nas campanhas eleitorais negativas

Uma campanha política pela negativa tem por principal finalidade denegrir a imagem pública do opositor. No entanto, dizer mal ou apontar os erros de alguém implica que se saiba muito bem o que se está a dizer porque “a caça pode virar-se contra o caçador”… e quem opta por uma estratégia do género tem que se preparar para as respostas.

Uma das formas de campanha negativa é a criação ou aproveitamento de boatos sobre os outros candidatos em favor próprio. Mas não é fácil espalhar um rumor sobre alguém sem que se descubra o seu autor. É complicado, se os meios usados forem maus, porque se se der uso, por exemplo, á internet, o caso muda de figura. Com a Web é possível a qualquer pessoa publicar um texto, um video, ou outro formato de informação completamente anónimo mas com grande impacto. Um Blog, talvez o meio mais feliz para a publicação de qualquer informação, é uma grande arma para quem quer seguir por uma campanha negativa porque tem um grau de alcançe infinito(no sentido em que qualquer um pode lá ir parar, mesmo inadvertidamene) e porque não existe forma de o relacionar com o autor.

A internet permite chegar a quase toda a gente de uma forma muito mais rápida e barata que os outros meios tradicionalmente usados para o efeito.

Hermann Otto Solms

O facto de a internet ser ainda pouco controlada ou já incontrolável, é um ponto a favor de quem quer lançar boatos de forma rápida, anónima e barata. È possível chegar a quase qualquer pessoa desde pobres a ricos, de crianças a idosos com um simples clique e transmitir uma informação que passe por credível e que tome proporções incontroláveis. É esta a força da Net (rede – como uma teia que liga todas as pessoas no mundo).

Aula 17 - O marketing político (sondagens e soundbites)


O soundbite tem que ser pensado e criado de forma a ser marcado para poder ficar na memória de quem recebe. Desta forma é lógico que um soundbite só pode existir se for numa frase curta e objectiva. O objectivo principal é dar aos jornalistas algo que os guie para as ideias principais a transmitir.
“Read my lips: no new taxes “(Leiam-me os lábios: não haverão novos impostos)


George H. W. Bush

Esta afirmação foi proferida pelo candidato de 1988 George H. W. Bush na corrida para presidência dos E.U.A. Tornou-se célebre porque veio confirmar de uma forma muito clara e convicta um dos principais trunfos da candidatura e contrariar as propostas dos restantes oponentes. Este, é um exemplo claro de um soundbite porque George H. W. Bush conseguiu com uma frase cativar atenções e transmitir uma mensagem com eficácia. Foi um dos pilares do seu discurso de nomeação no Congresso Nacional do partido Republicano nos EUA e marcou toda a campanha a partir desse momento.

“And I’m the one who will not raise taxes. My opponent now says he’ll raise them as a last resort, or a third resort. But when a politician talks like that, you know that’s one resort he’ll be checking into. My opponent, my opponent won’t rule out raising taxes. But I will. And The Congress will push me to raise taxes and I’ll say no. And they’ll push, and I’ll say no, and they’ll push again, and I’ll say, to them, ‘Read my lips: no new taxes"

George H.W. Bush

Este soundbite foi crucial para a eleição de Bush como presidente mas tinha inconveniente de ser tão directo que se não fosse cumprido causaria grandes estragos na reputação politica de qualquer um. E foi o que efectivamente aconteceu porque Bush viu-se obrigado a aumentar os impostos, de tal forma que foi o maior aumento de sempre na história americana.

Aula 16 - «Parque da Cidade» do Porto como um pseudo-acontecimento, inserido numa estratégia de comunicação?




Parece-me perfeitamente claro que o caso da construção do parque da cidade foi uma manobra de diversão para dispersar as atenções da falta de licenciamento do Shopping Bom Sucesso no Porto. Este pseudo acontecimento só o foi porque o plano para o parque foi alterado de forma a chamar a atenção de todos por ser um dos maiores do país dentro da cidade. Fez parte de uma estratégia de comunicação pensada ao ponto de conseguir efectivamente afastar as criticas a Fernando Gomes, na altura presidente da câmara do porto. É como afirma o seu ex-assessor, Custódio Oliveira, “o parque da cidade é filho do buraco do bom sucesso” reportando-se ao facto de que a solução para minimizar as consequências de um escândalo foi criar o parque.

“Se não fosse o Bom Sucesso o parque não teria sido criado”

Custódio Oliveira, ex-assessor de Fernando Gomes na Câmara do Porto

Aula 15 - Criar «factos políticos» (os pseudo-acontecimentos como elementos das estratégias de comunicação)


“Os políticos e os jornalistas são os maiores criadores de pseudo-eventos. Os primeiros, porque precisam de ser notícia, na medida em que é essencialmente através dos media que transmitem aos cidadãos as suas propostas e as suas ideias, e os segundos porque precisam de satisfazer as expectativas dos seus públicos em matéria de informação. Para corresponderem a essas expectativas, e não existindo acontecimentos ‘naturais’ em número suficiente para ‘alimentar’ a procura de notícias, os media criam pseudo-eventos. Como refere Boorstin, o ‘repórter de sucesso’ é aquele que é capaz de encontrar uma história mesmo que não tenha acontecido nada de relevante. E, se não consegue encontrá-la, pode sempre questionar uma figura pública para obter uma declaração ‘interessante’. Pode, também, descobrir um surpreendente ‘interesse público’ num qualquer evento vulgar, através da técnica ‘a notícia por detrás da notícia’”.

Exemplos de Factos Políticos:

Aula 14 - A afirmação de uma mensagem através de uma estratégia de comunicação (Big Bob’s, FGrill)

Estratégia de comunicação

Ideias chave:
  • São produtos da terra que se consomem;
  • São mais saudáveis;
  • São produtos de confiança;
  • Até os preços são de cá - slogan


Público Alvo:

No caso do Big Bob’s e da Pizza Mais será mais direccionado para o público jovem menor de idade e desde os 18 anos até aos 25/26 porque são os públicos que mais consomem fast-food. Com o Fgrill já se pode dirigir a todos os tipos de publico até porque a zona norte do país é uma zona onde se come muita carne.

Meios de comunicação:

  • Site na Internet;
  • Jornais Locais com publicidade;
  • Apoio a eventos sociais, culturais e desportivos locais e nacionais (para o turismo que se dirige á cidade);
  • Publicidade nos autocarros locais;
  • Rádio e Televisão locais;
  • Criar algum evento marcante que chame á atenção de todos e definir vincadamente quem é que o organiza (se possível de solidariedade) e integrar o maior número de pessoas.

Aula 11 - Ética e deontologia na assessoria de imprensa (a verdade da mentira)

Hoje em dia com a velocidade a que um jornalista tem que trabalhar pode tornar-se complexo conseguir aprofundar todos os assuntos que têm valor notícia. Para que se consiga executar bem o trabalho, os jornalistas precisam de recorrer a fontes de informação que os ajudem a encontrar a verdade dos factos. Contudo, estas fontes não podem ser tomadas como cem por cento verdadeiras ou como partes desinteressadas no assunto porque pode precisamente acontecer o oposto. No sentido de evitar confusões deste cariz, cabe ao jornalista receber qualquer dado com um sentido crítico mais apurado e filtrar realmente aquilo que é relevante e verdadeiro.

Cada vez mais, as empresas contratam assessores de comunicação que as ajudam a crescer no mundo social e económico e para isso há que ser conhecido pelo maior número de pessoas. A melhor forma de ser reconhecido é através dos meios de comunicação de massa que chegam facilmente a uma quantidade de potenciais clientes suficiente para justificar o investimento em acções por exemplo de marketing que gerem mediatismo.

Para Kotler, os media (inclui jornalistas), são uma excelente forma de comunicar com o mundo e barata porque é possível encontrar formas de chamar a sua atenção. Neste ponto os jornalistas encontram-se encurralados porque o conceito de notícia obriga-os a publicar ou ter em conta tudo aquilo que é novidade, próximo, originalidade, relevância pública, etc

Aula 10 - O vai e vem dos assessores

Os jornalistas são o principal alvo de quem quer um assessor de comunicação e hoje em dia isso é cada vez mais um facto. Talvez isto aconteça porque um jornalista está diariamente em contacto com várias frentes e ao ser assessor até as poderá vir a usar para conseguir alcançar os objectivos de quem o contratou. É também um facto que a assessoria em Portugal ainda não está totalmente regulamentada, pelo que, estas trocas ainda vão acontecendo com alguma frequência.

Estas trocas são bastante controversas porque levantam questões de teor ético que devem ser tidas em conta.

O problema das trocas é cada vez mais frequente e gera polémicas em torno da seriedade profissional de quem as pratica porque por muito que se deixe durante algum tempo de exercer qualquer das profissões os contactos mantêm-se e as relações perduram por muito mais do que seis meses.

Como afirma Francisco Rui Cádima devia ser impossível a circulação entre uma actividade e a outra pelo simples facto de que jornalismo é o contra poder e a assessoria pertence aos “serventários do poder”. Por muito que se afirme que o período de seis meses de quarentena na transição de uma profissão para a outra irá resolver o problema isso parece-me um pouco utópico porque naturalmente que durante este tempo, e volto a frisar, não se perdem os contactos, e a prova disso é que os jornalistas saem para ser assessores e regressam ao mesmo órgão de comunicação onde vão provavelmente entrevistar os “ex-clientes” porque até já os conhecem melhor.

Aula 8 - Elaboração de um Press Release

I Festival Internacional de Salsa MENTEKULTA de 19 a 28 de Setembro nos Coliseus de Lisboa e Porto

Decorrerá entre os dias 19 a 28 de Setembro de 2007 em Lisboa, Porto, Coimbra e Braga, o I Festival Internacional de Salsa MENTEKULTA, o maior evento de Salsa realizado em Portugal, com espectáculos de salsa nos Coliseus de Lisboa e Porto, workshops de dança e diversas Festas de Salsa, ao longo de vários dias, nas várias cidades.

O sucesso que os ritmos latinos têm alcançado por todo o continente europeu, onde Portugal não é excepção, incentivaram à realização de um grande evento que permitirá aos aficionados dos vários estilos de dança de Salsa, poderem ver, apreender e conviver com os grandes nomes da salsa Mundial.

Dez dias de Salsa, dez dias de festa e muita animação! O I Festival Internacional de Salsa MENTEKULTA reúne os melhores da Salsa a nível mundial com os melhores de Portugal, para apresentar um espectáculo único que marcará pela cor, pelo ritmo e pela dança. O espectáculo decorrerá nos Coliseus de Lisboa dia 20 de Setembro e no Coliseu do Porto dia 27 de Setembro, ambos ás 22h00.

Entre a descontracção e os ritmos quentes que irão inebriar os participantes, ao logo das várias festas do Festival no Mercado da Ribeira em Lisboa e no Hard-club no Porto, todos poderão experimentar e divertir-se com as Salsas que os DJ’s seleccionaram. Haverá ainda lugar para todos aprenderem e partilharem experiências com os bailarinos internacionais que irão estar presentes e participar no Festival.

Os workshops de dança decorrerão durante os dias 19 e 23 de Setembro no Ateneu Comercial de Lisboa, dias 24 e 25 em Coimbra e Braga, e entre os dias 26 e 28 de Setembro no Porto.

Aula 7 Jornalista Vs Assessor de Imprensa


In Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ)

Não será necessário muito mais para se perceber a incompatibilidade existente entre a actividade jornalística e a assessoria de imprensa. Enquanto que uma se rege pela isenção, independência, “verdade; a outra tenta, da melhor forma, alcançar os media e manipulá-los com o fim de transmitir uma mensagem mais de acordo com as suas próprias intenções. Pode-se mesmo dizer que o jornalismo conta os factos como eles acontecem e a assessoria afirma que afinal não foi bem assim.

A assessoria de imprensa baseia-se num conjunto de factores que condicionam e fazem contraponto com a actividade jornalística:

In Wikipédia

Naturalmente que após uma reflexão sobre os conceitos gerais de ambas as actividades se conclui que é muito difícil elas coexistirem sem atritos. Apesar de serem o oposto em alguns aspectos precisam uma da outra noutros. Isto acontece, por exemplo, quando os jornalistas precisam de declarações de determinada entidade para um qualquer assunto e a forma mais rápida de as recolher é através do assessor de imprensa da mesma. Mas o contrário também é bastante usual porque os assessores também precisam da cobertura mediática (jornalística) para promoverem o nome da entidade que representam, por exemplo num qualquer evento que seja realizado com o nome do assessorado.

Para comunicar com a imprensa, os assessores criam documentos denominados de Press Releases e descrevem assim os pontos de vista dos assessorados sobre determinado evento, facto, noticia, etc. Mas a grande questão aqui é que os assessores dizem, da melhor forma que sabem, o que mais convém para os seus clientes, e tentam misturar o interesse jornalístico pelo meio disfarçando o verdadeiro cariz do comunicado. E é talvez neste ponto que jornalistas e assessores mais se digladiam. Os jornalistas tentam relatar os factos sem adulterar a realidade mas os assessores fazem dessa realidade o que mais lhes convém e tentam passá-la como a mais viável.

“Geralmente, press releases são usados para anúncios e lançamentos de novidades, que a Assessoria tem interesse em que virem notícia. Um release bem estruturado pode ser mote para uma pauta. O release deve conter informação jornalística com objetivo promocional para o assessorado — ou seja, ser ao mesmo tempo de interesse jornalístico e institucional. Pode ser definido como o material informativo distribuído aos jornalistas para servir de pauta ou ser veiculado completa ou parcialmente, de maneira gratuita. É uma proposta de assunto, um roteiro, uma sugestão de pauta, mas do ângulo de quem o emite. Press-Releases sobre eventos devem antecipar todos os dados relativos, além de facilitar o acesso dos profissionais de imprensa (caso exija credenciamento prévio, por exemplo). Sobre produtos, devem conter informações específicas, factuais e objetivas. Em todos os casos, uma boa contextualização do fato anunciado ajuda a inserir melhor o conteúdo do comunicado na pauta do veículo (em jargão jornalístico, dar “gancho” a uma matéria).”

Existem alguns casos em que a incompatibilidade entre ambas as profissões se fez notar:

In Observatório da Imprensa

Sampaio no Diário Económico
"Em dez anos, a Casa Civil de Jorge Sampaio desmentiu algumas notícias. Mas não é normal. Anormal mesmo é desmentir uma declaração do próprio Presidente, citada entre aspas! A Presidência diz que a declaração "é completamente falsa" o que, a ser verdade, remeteria para o domínio da fraude jornalística. Para aumentar a densidade da história, a peça no DE é assinada pelo próprio director, Martim Avillez Figueiredo, e pelo director-adjunto, António Costa.
O que é que se passou? O jornal, que reafirma a sua informação, dá uma explicação: "Perante a importância da declaração, e pelo facto de estar a falar com a porta-voz do Presidente da República, o director do Diário Económico perguntou, por duas vezes, se a frase era mesmo para ser citada. A porta-voz do Presidente da República disse que sim, e inclusivamente modificou algumas palavras da declaração inicial."
In Blogouve-se.blogspot.com

ACT1 - Aula 6 - Criação de uma empresa de Comunicação

RC Comunications– Quem sabe ganha, e nós sabemos.

Quem somosA RC Comunications surgiu em Portugal há cerca de 2 anos e faz parte do grupo XPTO, que neste momento lidera o sector das comunicações a nível mundial.

Ao integrar aquele que se assume como o maior Grupo de comunicações e relações públicas do mundo a RC Comunications consegue eficaz e facilmente acesso a um conhecimento real das tendências actuais em todas as áreas essenciais para o crescimento da empresa dos seus clientes.
Eficácia e empenho máximos em cada cliente, são os compromissos que os elementos desta equipa assumem sempre.


Missão

Num mundo tão competitivo como o de hoje, ser o melhor entre os melhores já não é suficiente para a RC Comunications. Ser a cada dia que passa, ainda melhores, mais eficientes e mais empenhados que no anterior é uma garantia assumida e com provas dadas. Se quer se ser o melhor então…deixe isso nas mãos dos melhores.

Estamos objectivamente direccionados para o crescimento da sua empresa. O marketing, a comunicação interna, a ligação ao webworld são algumas das áreas em que somos experts.

Connosco a sua empresa ganha outra dimensão. Deixe-a crescer e desfrute das potencialidades que lhe podemos proporcionar.

Enaltecemos

A RC Comunications preza a verdade e lealdade acima de tudo pelo que é com esse compromisso que nos dirigimos a cada cliente.

Confidencialidade

A RC Comunications respeita e exige no desenvolvimento das suas actividades a máxima confidencialidade, seja na sua relação com os clientes, seja com outras entidades intervenientes no mercado.

Integridade da informação

A RC Comunications apenas reúne informação fidedigna transparente a qualquer tipo de interesses externos. Jamais promoveremos e troca de informações falsas ou duvidosas.

Cumprimento das metas

A empresa compromete-se, em qualquer serviço prestado, a estabelecer previamente prazos com o cliente e a estruturar a ordem das operações de forma a evitar atrasos e conter custos.

Serviços

Endomarketing

Esta nova visão do marketing proporcionará á empresa de cada cliente um crescimento garantido e com lucros imediatos. O lema deste conceito é que o crescimento deve começar dentro da empresa para mais tarde se reflectir para o exterior.

Os colaboradores de uma empresa são quem está que contacto mais directo com as vendas pelo que se não produzirem não há lucro. Com este conceito pretende-se mostrar a cada um que este é uma peça importante e que tem valor para o desenvolvimento da empresa.

A RC Comunications providencia um vasto leque de acções que visam a melhoria das relações internas entre funcionários e chefia. A confiança, a transparência, a empatia, a motivação são aspectos fulcrais para o crescimento saudável de uma empresa.

Concepção e Gestão de Conteúdos para Web Sites

Garantimos uma dinâmica de informação às edições electrónicas através da actualização permanente dos conteúdos e do emprego de ferramentas Web acessíveis.

Edição de Revistas, Brochuras e Jornais

A nossa equipa de Edições garante a concepção e produção integral de todo o tipo de publicações, desde as newsletters para públicos específicos até às revistas de grande tiragem, passando por brochuras de apresentação.

Realização de Apresentações e Vídeos

Apoiamos os nossos Clientes nas suas apresentações públicas através da elaboração de peças animadas e audiovisuais que sublinham a componente persuasiva das Relações Públicas.

Media Training

Aula 5 - Caso de impacto das relações públicas sem recorrer a publicidade


Um exemplo de publicidade sem se recorrer aos métodos tradicionais foi o do programa televisivo que passou na RTP há uns tempos atrás - "As obras do Max". Neste programa de entretenimento a marca de produtos de bricolage Max Mat esteve sempre presente no seu conteúdo sem, no entanto, ter alguma vez sido imposta como normalmente acontece num anúncio publicitário.

Foi uma aposta da marca num conceito inovador de publicidade. Não se tratou de impor a noção de que a marca é melhor que a concorrência mas sim, e de uma forma bastante clara dar mais credibilidade aos produtos que a Max Mat vende.

O objectivo do programa é levar os participantes a remodelarem uma determinada casa de acordo com os seus gostos para no final serem avaliados pelo público numa votação que determina quem passa á fase seguinte.

Naturalmente que as ferramentas usadas para o efeito possuíam de uma forma vistosa o nome Max Mat, mas isso não implica que a marca se esteja a impor, apenas significa (para quem assiste) que os produtos escolhidos pela RTP para serem usados no programa eram daquela marca e por isso devem ser bons.

Inclusivamente o título do programa – “As obras do MAX” - leva a associá-lo á própria Max Mat. De uma forma subtil a marca vai aparecendo e desaparecendo ao longo do programa, mas está sempre associada a ele e passa a ideia de que é realmente uma marca de confiança.
Outra forma de se notar a presença da Max Mat são os prémios atribuídos no programa, que se traduzem em produtos da própria marca.

Aula 4 - As boas e as más utilizações da expressão relações públicas

As relações públicas são uma área que cada vez mais necessita de afirmação no mundo actual. É um sector que esteve durante muito tempo descredibilizado porque muitos usaram e abusaram do conceito e conseguiram mesmo, em alguns casos, desfigurá-lo ou desviá-lo da sua essência. Exemplos disso são as Discotecas que com os seus “Relações Publicas” – nada mais nada menos que pessoas famosas e bonitas – tentam atrair mais clientes e lucrar de uma forma fácil, mas essa técnica está um pouco desviada daquilo que é a realidade da profissão.

Hoje em dia facilmente se encontra um Relações Publicas numa empresa ou numa discoteca mas o que é importante é perceber que nem todos podem ser chamados dessa forma porque não executam o trabalho, na sua essência, com as mesmas regras ou consoante as exigências determinadas para uma execução profissional.

Pode-se, portanto, dizer que existem boas e más utilizações do conceito e a que se segue é claramente má:

Valsani, Flávio, Profissional de Relações Públicas

Pois é, o Relações Publicas não pode ser um mero representante da empresa com “…unhas cuidadosamente manicuradas, cabelos irrepreensivelmente penteados e mantidos no lugar…”; ele tem que ser muito mais do que isso e a investigadora Vera de Mello Giangrande dá um bom exemplo:

“Quando um profissional de Relações Públicas vai trabalhar com o consumidor, precisa primariamente fazer uma análise junto com a empresa que pretende estabelecer este relacionamento. O que a empresa pretende? Ela quer apenas evitar problemas? Ela quer satisfazer o consumidor que reclama? Ou será que ela está buscando benefícios permanentes? Se estiver, nós podemos iniciar a construção do signo através de um relacionamento sólido com o consumidor, elaborado de maneira que alimente toda a empresa com os seus dados, corrigindo áreas problemáticas e trabalhando para gerar na empresa uma atitude preventiva neste relacionamento. Ou seja, ao mesmo tempo em que a empresa tenta compreender o consumidor, ela faz um levantamento das suas expectativas para agregar mais valor ao que ele esperava e assim satisfazê-lo.

Um verdadeiro RP deve conhecer a empresa, saber quais são os seus objectivos, entrar no esquema de trabalho, “vestir a camisola do cliente”. Tudo isto para estar a par daquilo que a empresa pretende e assim conseguir traçar um plano de comunicação interna e externa que seja viável e suficiente forte para haver mais lucros.

Aula 3 - O Marketing está em todo o lado

É complexo encontrar uma definição de marketing porque as áreas que esta disciplina integra são tantas que dar um conceito geral poderia certamente não corresponder á realidade.

"O marketing transformou-se na mais importante ideia nos negócios e na mais dominante força da nossa cultura, apesar de ser muitas vezes confundido com publicidade. Mas o marketing é muito mais do que isso. É tentativa sistemática de satisfazer os desejos humanos produzindo os bens e os serviços que as pessoas valorizam. É o ponto de encontro da nossa natureza humana com o poder da tecnologia. Tal como os verdadeiros sedutores, as companhias com uma filosofia de marketing ajudam-nos descobrir desejos que nunca soubemos que tínhamos, e formas de os satisfazer que nunca imaginamos poderiam ser inventadas."

Traduzido e adaptado de: Miller, G. F. (2000). Marketing. In J. Brockman (Ed.), The greatest inventions of the last 2,000 years, pp. 121-126. New York: Simon & Schuster.

O marketing, numa tentativa de alcançar o maior número de desejos dos clientes, vê-se obrigado a estar integrado nos departamentos das empresas. Esta integração facilita em muito a mudança da imagem perante os olhos do grande juri (os clientes). A imagem de um produto, de uma empresa, de uma pessoa é essencial para o seu sucesso. Ter uma boa credibilidade é muito difícil de alcançar, no entanto, o marketing já posssui técnicas eficazes para o efeito.

Pode-se ainda afirmar que marketing é como "ir á lua" porque se a empresa é um foguete e a lua o mercado, que está em constante movimento, então a rota tem que ser repetidamente corrigida para não se falhar o alvo.

Efectivamente, nos dias que correm o marketing assumiu uma força de suma importância na vida de uma empresa. É preciso estar na frente do mercado, conquistar novos nichos, inovar, estar em todo lado, ter uma imagem de confiança. Esta disiciplina que integra os marqueteiros, é a chave para todas estas questões, permite, com estudos de mercado, ou marketing directo, posicionar produtos, redireccionar a imagem da organização, estar na televisão (com publicidade, ou ser notícia). È uma área que depende da imaginação, do atrevimento, da audácia, de quem a executa e por estas razões não pareçe ter limites.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Bem Vindo(a)

Seja Bem vindo ao Linhas Tortas 06/07.

Este Blog está enquadrado no âmbito da disciplina de Estratégias da Comunicação do 4º ano do curso de comunicação social.

Serão desenvolvidos aqui os temas propostos pelo docente, o Dr João Paulo Menezes, que no final do ano lectivo atribuirá uma nota ao geral.

Sem mais a acrescentar resta-me despedir com os votos de um excelente ano lectivo para todos os que aqui passarem.


Rui Cardoso